Hoje vamos falar um pouquinho da queridinha que se tornou moda e está cada vez mais em alta, porque quem experimenta não consegue esquecer jamais! Eu sou suspeita em falar porque amo!
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Se você pensa que o maior número de restaurante em São Paulo é de churrascarias, está muito enganado! Atualmente, existe um número relevante de restaurantes nipônicos em São Paulo. Cerca de 600 casas oferecem as especialidades da culinária japonesa contra 500 casas de rodízio de carnes.
Cada dia mais os brasileiros se interessam pelo cardápio japonês, e tudo se deve a preocupação dos donos desses restaurantes em adequar a culinária ao tempero abrasileirado. Nem mesmo o saquê, bebida tipicamente japonesa, escapou das adaptações para agradar os brasileiros.
E os números provam isso. Segundo a Abresi (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo), as comidas tipicamente conhecidas como exóticas, ganham cada vez mais espaço pela diversidade e por fazer bem à saúde.
O motivo da propagação da preferência pela comida japonesa é pelo seu valor nutritivo, além de ser uma alimentação leve e saudável.  Os estabelecimentos de São Paulo têm a preocupação de manter as tradições, dando o toque todo especial do Brasil e proporcionando qualidade de vida aos apreciadores da culinária.
Fonte:www.jornaldabaixada.uol.com.br
 
Vinho combina com a culinária japonesa?
Eis a questão! Felizmente já estão acabando com aquele mito que vinho não combina com comida japonesa, hoje já é possível encontrar em restaurantes japoneses uma carta de vinho, e isso é muito bom, porque o brasileiro não tem o hábito de tomar saquê, a não ser as saqueritas com frutas que servem em barzinhos.
E a dúvida sempre aparece vinho para acompanhar sushi? Que harmonização seria perfeita?
Geralmente, a culinária japonesa não é associada a harmonizações com vinhos. O saquê é sempre a bebida mais lembrada quando o assunto é comida oriental ou apenas um suco ou água. Mas como em várias gastronomias a combinação entre bebida e comida nunca apresenta uma regra definitiva, a relação entre o vinho e a culinária nipônica, se for conduzida com criatividade, pode revelar surpresas.
A culinária japonesa certamente causa uma polêmica e pode assustar na hora de harmonizar com vinho.  Pois a diversidade dos temperos e molhos utilizados pelos japoneses podem dificultar a harmonização com o vinho: Wasabi, shoyu, gengibre, vinagre de arroz, saquê, missô, são ingredientes que têm de fato sabores característicos que causam medo na hora da combinação. Na maioria das vezes, a utilização de elementos muito leves como peixes e vegetais, também pode acrescentar uma dúvida a mais no momento de decidir qual vinho tomar.
 Em geral os vinhos brancos, rosés e espumantes são os mais indicados para acompanhar a comida japonesa, normalmente de preparo detalhista e sabores delicados. A dica principal é: quanto mais leve for a comida, mais leve deve ser o vinho, pois os sabores da comida devem ser acentuados, e não sobrepostos pela bebida, fazer esta adequação é essencial para a harmonização.
Quem disse que vinho tinto e culinária japonesa não combinam? Basta seguir a intensidade da comida.
O vinho tinto também pode ser uma boa pedida, com algumas restrições. Sabemos que a diversidade da comida japonesa é uma de suas características marcantes, e nem sempre o peixe cru será o prato principal. A intensidade do vinho, assim como sua cor e sabor pode ir aumentando de acordo com a intensidade de sabor do prato. Deve-se evitar, contudo, vinhos tintos que passam por barrica de carvalho, pois estes costumam pesar mais que o prato que o acompanha.
Dicas úteis para não se dar mal:
Por ter um sabor marcante, picante, com leve acidez e aroma bastante forte, o gengibre é um ingrediente difícil de combinar com vinhos. Se o prato tiver gengibre, não peça os vinhos tintos. Pode harmonizar com um espumante brut, ou vinhos com as uvas Gewürztraminer e Sauvignon Blanc que proporcionam um equilíbrio bom de sabor e aroma.
Se o prato for preparado ou servido à base de shoyo, que tem forte teor de sal, prefira vinhos com alto nível de acidez, para quebrar o salgado do molho. O wasabi, por sua vez, eleva a sensação alcoólica do vinho, portanto equilibrar com um vinho com baixa graduação de álcool é uma boa dica. Nessa situação, escolha um vinho branco leve, adocicado e com baixo teor de álcool para acompanhar pratos com muito shoyo e wasabi.
Espumantes acompanham muito bem peixe cru, e sushi.
O sushi e sashimi, preparados com peixes de texturas mais leves, casam perfeitamente com espumantes jovens. A leveza e delicadeza dos espumantes refrescam e limpam o paladar uma harmonia de sucesso com pratos à base de peixe cru.
 Os vinhos brancos mais encorpados combinam bem com pratos mais cremosos, ou preparados com frutos do mar com gosto mais acentuado como lagosta, camarão, lula e vieira, assim como peixes mais gordurosos.
Os vinhos tintos também podem ser harmonizados com pratos quentes como Yakisoba e Yakitori, experimente um Pinot Noir, ou mesmo um bom Rosé, vai surpreender !!
 
O importante é não ter medo e se divertir experimentando novas combinações e descobrindo novos sabores.
Você verá que o vinho tem muito a ver com a comida japonesa, e harmonizá-los pode se tornar uma experiência diferente e muito boa !!
 
Vamos lá para a nossa receitinha da semana:  
 
Ebi Sakamushi – Camarão no Vapor com Saquê
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A panela para cozimento no vapor é um utensílio que está presente em muitas cozinhas do oriente. Esse método de cocção preserva os nutrientes e a cor dos alimentos, além de deixá-los mais suculentos. Ele é indicado para o preparo de peixes, frutos do mar e vegetais. Algumas receitas com frango também ficam deliciosas no vapor.
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Ingredientes
10 unidades de camarão rosa grande
3 colheres (sopa) de saquê
1 colher (sopa) de cebolinha verde picada
1 colher (sopa) de salsinha picada
Sal
Molho:
2 unidades de gema de ovo
1 1/2 colher(es) (sopa) de suco de limão
3 colheres (sopa) de caldo de peixe
1/2 colher (sobremesa) de açúcar
 
Modo fazer:
Limpe os camarões e coloque-os em um recipiente.
Tempere com sal, saquê e cubra com filme plástico.
Cozinhe-os no vapor por 5 min. ou até ficarem ao ponto.
 
Modo de fazer o molho:
Misture todos os ingredientes do molho em uma tigela e cozinhe-os em banho-maria em fogo baixo até ficar com uma consistência cremosa, sempre mexendo com um fouet.
Disponha o molho em uma tigela, e sirva com os camarões.
 
Vinho para acompanhar o Ebi Sakamushi:
 Vinho Espumante Freixenet XB Brut
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Serra Gaúcha – Brasil
Produção em parceria com a Miolo, a maior produtora de espumantes do mundo em métodos tradicionais.
Uvas:  Chardonnay e Pinot Noir
Tem bom perlage, as borbulhas rápidas, barulhentas e persistentes.
No nariz tem boa intensidade aromática.
Notas bem suaves de panificação e predominância de frutas como pêssego, maçã verde, abacaxi…
Na boca é ainda melhor.
Seco.
Cremosidade é surpreendente.
As borbulhas são finas e não agridem, acidez vibrante, equilíbrio, elegância.
Boa persistência.
 Beijinhos para todos e até a próxima