01
Hoje vamos falar um pouquinho sobre a importância da rolha na qualidade do vinho. Inicialmente eram utilizados outros materiais como estopa, pano, crina de cavalos, pergaminho, e finalmente chegou-se a utilização da rolha de cortiça para tampar as garrafas de vinho.
 A idéia de empregar a cortiça como rolha é atribuída a Dom Perignon. A cortiça possui qualidades que até agora a tornaram praticamente insubstituível: porosidade, leveza, elasticidade, impermeabilidade e isolamento. 
Existem diversos tipos de rolhas de cortiça que são empregadas conforme o tipo de vinho. São basicamente cinco os tipos de rolhas: monolítico, granular aglomerado, composto de fatias de cortiça natural e aglomerado, composto de seções de cortiça natural e a de alta tecnologia.
 Uma rolha de má qualidade pode comprometer a qualidade do vinho, transmitindo o desagradável e irreparável “sabor de rolha”, tal defeito pode ser consequencia de pequenos parasitas nas fendas da rolha ou mofo, ou ainda pelo cloro utilizado no alvejamento da rolha. Ocorre do odor de rolhas serem fugaz, bastando descartar os primeiros centilitros da bebida. Daí o costume dos sommeliers em verificar pelo olfato a qualidade da rolha antes de colocar o vinho à prova. 
Atualmente alguns vinhos, principalmente espumantes e brancos jovens, são tampados com rolhas de polietileno. Essas rolhas têm um coeficiente de permeabilidade maior que ao da cortiça, mas são pouco elásticas proporcionando uma vedação menos adequada. Possuem, no entanto a seu favor o baixo custo e impossibilidade do “sabor de rolha”. As rolhas são também “souvenirs”. Virou moda entre os apreciadores de vinhos guardarem as rolhas em um recipiente decorativo de vidro ou cristal como forma de lembrança dos grandes vinhos que provaram e dos agradáveis momentos que essas bebidas proporcionaram. 

O que observar nas rolhas

A rolha é na quase totalidade dos vinhos feita de cortiça, sendo poucas as marcas que utilizam rolhas de material plástico que imita a cortiça. Com certeza os fabricantes de bons vinhos preferirão para estes o tipo tradicional, de cortiça.
 A cortiça para as rolhas é produzida em Portugal. Ela é a casca do sobreiro, uma manta tão grossa quanto o comprimento de uma rolha, e que essa árvore renova a cada nove anos.
 A rolha tem impresso o nome do fabricante, possivelmente as armas da família, e alguns códigos. Uma das coisas a examinar na rolha é a correspondência dos dizeres desta com os rótulos, pois, no caso de vinhos caros, a garrafa rotulada poderá ser reutilizada para um vinho barato em uma falsificação grosseira, mas a rolha, inutilizada da primeira vez que foi sacada da garrafa, teria que ser substituída. Por esse motivo o garçom deve remover a ponta da capa do gargalo e abrir a garrafa na presença do cliente.
 Um problema com a rolha de cortiça é que elas ressecam, perdem a aderência ao gargalo, e como resultado o ar penetra na garrafa oxidando e inutilizando o vinho. Por esse motivo as garrafas não podem ser guardadas em posição vertical, nas adegas. Porém as rolhas também reagem com o vinho e podem passar gosto de cortiça para o líquido, quando a garrafa é guardada por muito tempo na posição inclinada.
 Ao comprar uma garrafa de vinho é conveniente fazer pressão com o polegar sobre a rolha, para ver se ela está firmemente presa, ou se resvala alguns milímetros para dentro da garrafa, sinal de que a oxidação do vinho com certeza já aconteceu.
 
2
 
Tipos de rolhas
 
3
 
Rolha de Cortiça
Países nos quais ela é mais frequente: França e Itália. O oxigênio entra na garrafa lentamente, o que permite a maturação perfeita do vinho. Exige armazenamento mais cuidadoso; a umidade, por exemplo, pode atrair fungos à rolha.
 
4
Rolha sintética
Países nos quais ela é mais frequente: Estados Unidos, Chile e Argentina. O material é à prova de proliferação de fungos. Não serve para vedar a garrafa depois aberta.
 
5
Rolha screw-cap
Países nos quais ela é mais frequente: Austrália e Nova Zelândia. Dispensa saca-rolhas. Como impede a entrada de oxigênio, é contra indicada no caso de vinhos que terminam seu processo de amadurecimento na garrafa.
 
6
Rolha spark
A rolha Spark conquistou um estatuto privilegiado na arte de vedar os melhores champanhes e espumantes.
 
7
 
Rolha twin top
A Twin Top é uma rolha técnica, baseada na tecnologia de produção da rolha de champanhe.
 
 
8
Rolha Aglomerada
Rolhas que são inteiramente fabricadas a partir de granulados da cortiça proveniente de sub produtos resultantes da produção de rolhas naturais.
 
8
Rolha T Cork
Rolhas naturais às quais são acopladas no topo uma cápsula de madeira, porcelana, metal, ou vidro.
 
 Fontes:http://www.cobra.pages.nom.br/bm-vinhosembalagem.htmlhttp://www.nelsonmendes.net/vinhos
 
Vamos a receitinha da semana:
Receita Quibe de Mandioquinha
Quibe de mandioquinha com molho de coalhada
Ingredientes:
500 gr de mandioquinha
1 xícara de trigo para quibe
3 colheres (sopa) de cebola
2 colheres (sopa) de folhas de hortelã picadas
1 colher (café) de curry
Pitada de sal e pimenta do reino ou síria a gosto
2 colheres (sopa) de cebolinha picada
2 colheres (sopa) de salsinha picada
1 xícara (café) de azeite de oliva
1 xícara (café) de nozes picadas
60 g de ricota.
 
Ingredientes do Molho de coalhada:
1 xícara de coalhada seca;
2 colheres(sopa)de pepino japonês picado em cubinhos pequenos
2 colheres (sopa) de cebola picadinha
1 colher (sopa) de hortelã picada
1 pitada de sal;
1 xícara (café) de azeite extra virgem.

 

Modo de Fazer:
Cozinhe a mandioquinha e amasse com o garfo, hidrate o trigo para quibe escorra e misture com os demais ingredientes, coloque em forma untada e leve ao forno a 180° até dourar.
O molho da coalhada é só misturar os ingredientes e reservar para servir com o quibe.
 
Vinho para acompanhar o quibe
Vinho Acompanhamento
Vinho Branco Reserva Especial – Gewurztraminer 2004
O Gewurztraminer é um vinho de aroma inconfundível: uma mistura exótica de especiarias e pétalas de rosas. Originárias da região francesa da Alsácia, as uvas Gewurztraminer adaptaram-se perfeitamente ao solo e ao clima da região de Palomas, localizada no paralelo 31, produzindo um vinho de sabor exclusivo e intenso.
 Especialmente, as condições climáticas da safra 2004 favoreceram a produção de uvas de alta concentração de aromas e açúcar natural.
 O Gewurztraminer 2004 é um vinho de caráter excepcional, tendo sido produzidas 6.700 garrafas, que repousam suavemente nas caves desde que foram engarrafadas.
 Sua graduação alcoólica é de 12,0º GL e harmoniza-se bem com trutas, massas com frutos do mar, peixes de água doce e salgada, pratos ao curry, patê de foie gras, pratos chineses e queijo Roquefort.
A temperatura de serviço é de 6 a 8º C.
 
 
Espero que tenham gostado das dicas dessa semana !
Beijinhos e até a semana que vem !!